Minicursos contemplam dimensão prática da restauração

Entre as atividades previstas para o XI Seminário Patrimônio Cultural da FAOP, os minicursos se destacam pela oportunidade de aprender com a prática. Como o tema deste ano é “Desafios no século XXI”, foram convidados profissionais da área da conservação e do restauro que estão diretamente envolvidos com os processos contemporâneos.

As oficinas foram de Documentação Científica por Imagem: Luz Visível com Controle Apurado de Cores, por Adriano de Souza Bueno, Alexandre Costa e Elaine Pessoa;  Confecção de Olhos de Resina, por Titina Corso; Conservação de Fotografias, por Marli Marcondes; Restauração de Imagens de Gesso, ministrada por Rosinha Campos; e Pintura e Pigmentos, por Attílio Colnago Filho.

Nos encontros do minicurso de Documentação Científica por Imagem: Luz Visível com Controle Apurado de Cores, os participantes foram introduzidos à fotografia digital voltada para a documentação de bens culturais. Enfatizando o caráter científico, os registros devem dispor de grande fidelidade e precisão para uma documentação que não altere a cor das obras – fato recorrente no registro de peças patrimoniais.

Para isso, foram usadas câmeras, luzes, computadores e softwares a fim de obter boas visualizações. “Os resultados foram muito bons, pois os alunos puderam realizar a parte prática, trazer questões e saná-las de acordo com as propostas aplicadas em sala”, comenta Adriano Bueno, um dos convidados para ministrar a oficina.

O minicurso Confecção de Olhos de Resina, por sua vez, trabalhou com uma prática mais artesanal. Os participantes fizeram réplicas de olhos e aprenderam mais sobre as características do órgão e sua respectiva incorporação às obras patrimoniais.

O comportamento da íris, as camadas de cores, a forma esférica e o brilho específico foram estudados detalhadamente. Foram usados moldes de silicone para dar a forma procurada e resina dentária para fazer a superfície do globo ocular onde a íris e a pupila são pintadas. Uma obra finalizada foi levada, mas foram os próprios olhos dos alunos que serviram de base para o realismo das peças.

No minicurso de Conservação de Fotografias os alunos trabalharam diretamente o material. A convidada Marli Marcondes trouxe fotografias em que os participantes atuaram fazendo pequenos reparos, limpeza e remoção de intervenções inadequadas. Com o auxílio de bisturis, papel japonês, acetona, CMC (carboximetilcelulose) e outros aparatos, as fotografias foram tratadas durante os três dias de trabalho.

Para embasar o assunto, foi feita uma apresentação dos conceitos envolvidos na conservação de fotografias, suas evoluções e características, juntamente com noções de acondicionamento. Os alunos puderam ficar à par das possibilidades de intervenção momentânea e a longo prazo.

Em Restauração de Imagens de Gesso, ministrada por Rosinha Campos, outro assunto importante para a conservação e restauração no XXI foi trazido: o debate sobre a utilização do gesso como suporte.

Atualmente, com todas as mudanças no estatuto da arte, o tema tem recebido cada vez mais enfoque. Diálogos sobre a “arte precária” ou “efêmera” acontecem cada vez mais, e o gesso, material usado há milênios pelas culturas e muito difundido na arte popular, é destaque.

Além dos debates, os alunos conheceram mais do processo de conservação e restauração de obras em gesso e puderam atuar na camada pictórica.

Ministrado por Attílio Colnago, o minicurso de Pintura e Pigmentos propôs um contato com a produção de tintas e sua aplicação em obras. A prática propôs um diálogo entre artista, restaurador e pesquisador, todos à sua forma envolvidos no tema.

Os participantes desenvolveram tintas a partir de pigmentos disponíveis, de forma a conhecer melhor suas características. Depois, usaram-nas em seus próprios trabalhos compondo telas. Nesta etapa, foram discutidas técnicas de pintura e as nuances dos processos artísticos.

11º Seminário Patrimônio Cultural

A Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP realiza até o dia 15 de junho o XI Seminário Patrimônio Cultural | Conservação e Restauro no Século XXI. O tema da edição é “Desafios Contemporâneos”. A programação conta com mesas, palestras, oficinas e apresentações de trabalhos.

O encontro é voltado para profissionais, gestores culturais, professores, estudantes e demais interessados nos processos, desafios e possibilidades da conservação e restauração do patrimônio cultural material.

A iniciativa destaca a importância da investigação científica na área da preservação do patrimônio cultural e suas implicações em métodos e técnicas de restauração de bens culturais.

O Seminário Patrimônio Cultural é patrocinado pela Cemig por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

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Apresentação oral de estudos de caso

Além de palestras, minicursos e mesas de debate, o 11º Seminário Patrimônio Cultural da FAOP também contou com a apresentação de estudos de caso em sua programação da quarta-feira, 13 de junho.

Logo após a Mesa II, foram apresentados os quatro estudos, com vinte minutos para apresentação. A oportunidade reuniu tópicos importantes e envolvidos com a temática deste ano: Conservação e Restauração no século XXI.

PAC de Cidades Históricas de Mariana na Atualidade

A palestrante Anna de Grammont tratou sobre a questão do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas | PAC, lançado em 2009 pelo governo Lula, e os impasses dos planos previstos para a cidade de Mariana (MG).

O programa havia liberado R$ 67 milhões para o Município instalar três museus, reestruturar o museu já existente, requalificar uma edificação, restaurar quatro edificações, restaurar aproximadamente onze igrejas e capelas do século XVIII e requalificar o largo de uma das capelas. Uma demanda total de 19 monumentos que, devido à instabilidade política da cidade, não foi cumprida.

Desde a expectativa de início em 2014 até agora, Anna de Grammont observou as contradições das ações já realizadas e a situação atualdo Programa.

Preservação e Memória: O Conjunto de Fichas Cadastrais de Moradores do Centro de Habitação Provisória Nova Holanda do Museu da Maré

Thamires Ribeiro de Oliveira apresentou sua proposta de conservação, restauração e catalogação adequada de documentos importantes dos anos 60. Tratam-se das fichas cadastrais dos moradores de Nova Holanda, um centro de habitação provisória para onde moradores de favelas localizadas em setores nobres do Rio de Janeiro eram remanejados.

Armazenados no Museu da Maré, instituição criada dentro da favela da Maré por demanda dos próprios moradores, as fichas contam a história de aproximadamente 1812 pessoas. O projeto visa a preservação da memória dos antigos moradores e a valorização de uma história marginalizada.

O Tríptico de Helios Seelinger do Museu Florestal Octávio Vecchi (São Paulo-SP)
Rafael Russo de Jorio apresentou o projeto de restauração do tríptico assinado pelo artista Hélio Seelinger, obra de 7×4 metros que faz parte do acervo do Museu Florestal Octávio Vecchi, localizado em São Paulo-SP.

Fazem parte do conjunto as obras “O descobrimento do litoral de São Vicente, por Martim Afonso”(1928); “Uma bandeira chefiada pelo bandeirante Fernão Dias Paes Leme”(1928); e “A cidade de São Paulo com seus arranha-céus”(1929). Todas representam momentos célebres da história de São Paulo e que agora serão detalhadamente estudadas para a realização dos procedimentos de conservação.

A descrição do projeto, estabelecido através da parceria entre o Núcleo de Artes, Conservação e Restauração (NAR), o Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS), o Museu Florestal Octávio Vecchi, o Instituto Florestal e a Secretaria de Meio Ambiente do governo do Estado de São Paulo, prevê estimular ações de reconhecimento e preservação deste acervo, valorizando-o como parte do nosso patrimônio histórico e artístico.

Espectroscopia Raman aplicada à conservação-restauração de obras de arte em suporte de papel

Aloisio Arnaldo Nunes de Castro, Antonio Carlos Sant’Anna e Pâmela Silva Campos apresentaram alguns resultados parciais de espectroscopias vibracionais utilizadas em materiais compostos por celulose. Foram expostos os casos aplicados a três obras do período Modernista, dos artistas Georges Rouault, Juan Miró e Pablo Picasso, vindas da coleção do poeta Murilo Mendes (1901-1975) e que, atualmente, encontram-se inseridas no acervo do MAMM-UFJF.

As obras foram submetidas a tratamento aquoso, incluindo banhos de imersão de limpeza e desacidificação com solução de hidróxido de cálcio. Os níveis de deterioração referentes à acidificação celulósica e os efeitos do processo de restauração foram avaliados por peagametria por eletrodo de membrana chata e espectroscopia Raman.
O projeto é uma parceria entre o Laboratório de Conservação e Restauração de Papel do Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM) e o Núcleo de Espectroscopia e Estrutura Molecular do Departamento de Química da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF.

11º Seminário Patrimônio Cultural

A Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP realiza até o dia 15 de junho o XI Seminário Patrimônio Cultural | Conservação e Restauro no Século XXI. O tema da edição é “Desafios Contemporâneos”. A programação conta com mesas, palestras, oficinas e apresentações de trabalhos.

O encontro é voltado para profissionais, gestores culturais, professores, estudantes e demais interessados nos processos, desafios e possibilidades da conservação e restauração do patrimônio cultural material.

A iniciativa destaca a importância da investigação científica na área da preservação do patrimônio cultural e suas implicações em métodos e técnicas de restauração de bens culturais.

O Seminário Patrimônio Cultural é patrocinado pela Cemig por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Luidi Nunes compartilha soluções para restauros inusitados de vitrais

Apesar de não haver um consenso sobre a criação do primeiro vitral, a técnica já era conhecida no século X. No Brasil, os primeiros vitrais começaram a ser importados na segunda metade do século XIX. De lá pra cá, os processos  foram aprimorados. Luidi Nunes, um dos nomes mais reconhecidos da área no Brasil e no mundo, membro da Stained Glass Association of America e correspondente da Galerie du Vitrail, especializada em restaurações, conduziu durante o 11º Seminário de Patrimônio Cultural a palestra “Restauros inusitados: Catedral de Brasília e Palácio Tiradentes”.

O especialista compartilhou com o público os desafios que enfrentou na restauração dos vitrais de dois espaços. Em Brasília, por um problema estrutural, os 2.750 metros quadrados de vitrais da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida precisaram ser completamente refeitos. A composição das peças era heterogênea, o chumbo usado na emenda de um e outro não foi o adequado, a inclinação dos vitrais também favoreceu as rachaduras, assim como a extrema oscilação de temperatura. O processo de catalogação das peças foi importante para nortear o trabalho e desenvolver soluções para a reprodução do degradê dos vitrais e utilizar materiais que absorvessem menos calor, evitando a sensação de “estufa” no prédio.

Já no Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro, a dificuldade enfrentada foi um ataque químico à esmaltação da pintura. Essa condição causa esbranquiçamento dos vidros. O chumbo que dá forma à estrutura também foi refeito. Ao estudar os vitrais, Luidi não encontrou referências à técnica usada por Cesar Alexandre Formenti em sua criação. Desse modo, foi preciso realizar vários testes e queimas para alcançar um composição parecida.

Outros pontos levantados por Luidi foram a ação do restaurador em “erros originais”, ou seja, quando o artista desvirtua a ordem por interesse estético ou por inexistência do recurso, a dificuldade de restaurar obras que já  passaram por esse processo, muitas vezes, de maneira equivocada, e a necessidade de se criar uma cultura de preservação dos bens culturais.

Luidi e Gonçalves Vitrais Ltda.

Luidi teve sua formação, no final da década de 60, com o italiano precursor do vitral no Brasil, Alberto Magini, travando contato com a mais sutil técnica italiana do vitral. É membro brasileiro da Stained Glass Association of America e correspondente da Galerie du Vitrail, Charthes, França, especializada em restaurações.

Gonçalves, desde a tenra idade, já era exímio artesão na tradicional região de Juazeiro do Norte, no Ceará. Formado pelos padres beneditinos, foi por este encaminhado para o tradicional atelier de vitrais “Arte Sul”, em São Paulo, pertencente a uma família alemã, na década de 70.

Em 2003, um antigo sonho foi concretizado: o atelier mudou-se para um grande e espaçoso galpão, onde funcionou a antiga e internacionalmente conhecida fábrica de móveis OCA – que conta com alguns exemplares em exposição no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. O espaço foi totalmente reconstruído, mantendo suas características de época da década de 60, e adaptado para receber uma infraestrutura de dimensões impensáveis no Brasil, que permite que a mais nova tecnologia apoie um dos mais antigos artesanatos do mundo.

Luidi e Gonçalves têm mais de 2.500 trabalhos realizados em quase todo o Brasil e em vários países. Alguns trabalhos de grande porte podem ser encontrados nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Presidente Prudente, São José dos Campos, Natal, Brasília, Maceió, Vassouras, Belém, Salvador, Manaus, Rio de Janeiro, Fortaleza, Niterói etc. E, em outros países, nas cidades de Buenos Aires, Nova Iorque, Los Angeles, Lisboa, La Paz, Riade, Johanesburgo, Guyaquil, Cabo Verde, Durban e Maputo, Mendoza e Cidade do México.

Também já executaram trabalhos de restauração, frequentemente monitorados e chancelados pelo IPHAN, dos vitrais dos principais prédios históricos do Rio de Janeiro. Recentemente tiveram o trabalho de restauração dos vitrais do Palácio Tiradentes como objeto de estudo acadêmico dos profissionais da Ópera Prima, empresa brasileira especializada em restauro, apresentado em um congresso internacional de restauração em Barcelona.

11º Seminário Patrimônio Cultural

A Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP realiza até o dia 15 de junho o XI Seminário Patrimônio Cultural | Conservação e Restauro no Século XXI. O tema da edição é “Desafios Contemporâneos”. A programação conta com mesas, palestras, oficinas e apresentações de trabalhos.

O encontro é voltado para profissionais, gestores culturais, professores, estudantes e demais interessados nos processos, desafios e possibilidades da conservação e restauração do patrimônio cultural material.

A iniciativa destaca a importância da investigação científica na área da preservação do patrimônio cultural e suas implicações em métodos e técnicas de restauração de bens culturais.

O Seminário Patrimônio Cultural é patrocinado pela Cemig por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Minicursos do 11º Seminário Patrimônio Cultural 2ª parte

Confira o andamento dos minicursos do 11º Seminário Patrimônio Cultural. As oficinas são de Restauração de Imagens de Gesso, ministrada por Rosinha Campos; Confecção de Olhos de Resina, dada por Titina Corsso; Pintura e Pigmentos, por Attílio Colnago Filho; Documentação Científica por Imagem: Luz Visível com Controle Apurado de Cores, por Adriano de Souza Bueno, Alexandre Costa e Elaine Pessoa; e Conservação de Fotografias, por Marli Marcondes.

 

Mesa I | Pesquisa Científica

Na terça-feira (12/06), foi realizada a primeira mesa do 11º Seminário Patrimônio Cultural da FAOP. Isolda Mendes (UFMG) mediou as falas de Alexandre Cruz, professor da EBA UFMG, e de Márcia Rizzo, fundadora da empresa de restaurações MRIZZO e professora da PUC-SP.

Márcia Rizzo apresentou um panorama das mudanças no conceito de restauro, indo desde a Idade Média até o século XXI. Foram expostos alguns trabalhos da MRIZZO juntamente com a metodologia e materiais aplicados em cada um deles.

A formação conjunta em artes e química da professora garante, como ressaltou a mediadora Isolda Mendes, uma abordagem singular na restauração.  O material que ela desenvolveu no doutorado revela isso: um adesivo composto por sílica que auxilia na limpeza de obras policromadas.

Ele atua como suporte dos solventes e/ou soluções de limpeza para retirada de vernizes, repinturas, sujidade, etc., sem afetar a camada pictórica por atrito e sem penetração do solvente na pintura.

Alexandre Cruz mostrou como o desenvolvimento da tecnologia fotográfica pode auxiliar no trabalho do restaurador. Hoje, ela permite uma visão detalhada e precisa dos elementos da obra. O profissional pode ter diagnósticos mais assertivos que conferem mais qualidade ao resultado.

Além de diversos trabalhos para museus como MASP e Inhotim, auxiliando na restauração de obras por meio da precisão fotográfica, o professor e sua equipe também realizam documentações de bens culturais. Com as tecnologias disponíveis, são capazes de capturar imagens de objetos de larga escala como tetos e murais sem distorções da forma ou da cor. Algo fundamental para a integridade das obras.

 

11º Seminário Patrimônio Cultural

A Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP realiza até o dia 15 de junho o XI Seminário Patrimônio Cultural | Conservação e Restauro no Século XXI. O tema da edição é “Desafios Contemporâneos”. A programação conta com mesas, palestras, oficinas e apresentações de trabalhos.

O encontro é voltado para profissionais, gestores culturais, professores, estudantes e demais interessados nos processos, desafios e possibilidades da conservação e restauração do patrimônio cultural material.

A iniciativa destaca a importância da investigação científica na área da preservação do patrimônio cultural e suas implicações em métodos e técnicas de restauração de bens culturais.

O Seminário Patrimônio Cultural é patrocinado pela Cemig por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Minicursos do 11º Seminário Patrimônio Cultural

Confira os primeiros resultados dos minicursos do 11º Seminário Patrimônio Cultural. As oficinas são de Restauração de Imagens de Gesso, ministrada por Rosinha Campos; Confecção de Olhos de Resina, dada por Titina Corsso; Pintura e Pigmentos, por Attílio Colnago Filho; Documentação Científica por Imagem: Luz Visível com Controle Apurado de Cores, por Adriano de Souza Bueno, Alexandre Costa e Elaine Pessoa; e Conservação de Fotografias, por Marli Marcondes.

Conferência de abertura do 11º Seminário Patrimônio Cultural discute restauração e memória

A Casa Bernardo Guimarães recebeu na noite de segunda-feira a conferência de abertura do 11º Seminário Patrimônio Cultural. O secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, Angelo Oswaldo, proferiu a conferência “Restauração do Patrimônio e Memória | FAOP 50 anos”. Também compuseram a mesa a presidente da FAOP, Júlia Mitraud, o chefe do Escritório Técnico do IPHAN, André Moreira, o pró-reitor de Extensão da UFOP, Marcos Knupp, e o secretário municipal de Cultura e Patrimônio, Zaqueu Astoni.

Durante a sua fala, o secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais reconstituiu a trajetória trilhada no país até a criação de uma consciência acerca da preservação do patrimônio e memória. Angelo apresentou o caso da demolição da Igreja Sé Primacial, em Salvador no ano de 1933. Sem a existência de uma política de tombamento na época, a edificação de 1552 foi ao chão para a expansão da linha do bonde. A situação criou uma comoção na cidade e no país.

No mesmo ano, foi criada a Inspetoria de Monumentos Nacionais (IPM), que tinha como objetivo impedir que objetos antigos referentes à história nacional fossem retirados do país em virtude do comércio de antiguidades, e que as edificações monumentais fossem destruídas por conta das reformas urbanas. Em 1937, o IPM foi substituído pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que mais tarde se tornaria o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Medidas que hoje asseguram a preservação e divulgação do patrimônio material do país, proporcionando sua existência e usufruto para as próximas gerações. “Não existe uma cidade sem história”, completou.

Angelo aproveitou a solenidade para parabenizar a FAOP pelos seus 50 anos e pelos serviços prestados à comunidade, especialmente, os de restauração de bens móveis por meio do Curso Técnico em Conservação e Restauro. O secretário também lembrou a recente entrega de duas obras que estavam em processo de restauração à Igreja de Nossa Senhora da Glória, em Passa Tempo/MG, e a compra de novos equipamentos para o Laboratório de Conservação e Restauro | LABCOR.

 

11º Seminário Patrimônio Cultural

A Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP realiza até o dia 15 de junho o XI Seminário Patrimônio Cultural | Conservação e Restauro no Século XXI. O tema da edição é “Desafios Contemporâneos”. A programação conta com mesas, palestras, oficinas e apresentações de trabalhos.

O encontro é voltado para profissionais, gestores culturais, professores, estudantes e demais interessados nos processos, desafios e possibilidades da conservação e restauração do patrimônio cultural material.

A iniciativa destaca a importância da investigação científica na área da preservação do patrimônio cultural e suas implicações em métodos e técnicas de restauração de bens culturais.

O Seminário Patrimônio Cultural é patrocinado pela Cemig por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

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